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Confira abaixo a íntegra da matéria postada pela CBN Rio. Link: ‘Sou prova viva de que funciona’: paciente relata recuperação após tratamento experimental da UFRJ para lesão medular


O estudo clínico realizado pelos pesquisadores do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas, da UFRJ, já apresentou resultados que demonstram potencial no tratamento de lesões medulares em alguns pacientes. Na última segunda-feira (5), a Anvisa autorizou o início de um estudo clínico para testar, em humanos, a POLILAMININA, proteína com potencial de regeneração de lesões na medula espinhal.


Bruno Drummond, de 31 anos, foi um dos primeiros pacientes a receber o tratamento. Parte de um grupo pequeno que recebeu a substância de forma experimental, Bruno foi um dos pacientes que relatou a recuperação de movimentos. Confira abaixo um vídeo compartilhado nas redes mostrando a evolução e até uma dancinha:


Em entrevista ao CBN Rio, ele detalhou o processo de recuperação com o uso da substância, celebrou a liberação da Anvisa para os testes de fase 1 em humanos.


"Eu fui um paciente, eu sou uma prova viva de que isso funciona. Em abril de 2018, eu sofri um acidente de carro, fui diagnosticado com tetraplegia, sofri uma lesão na medula completa, eu não sentia nada do pescoço para baixo, não tinha movimento. E eu fiz parte do estudo, recebi o convite para fazer parte na hora da cirurgia. O meu tio aprovou a entrada nesse estudo e eu consegui recuperar depois de um ano e meio. Eu me recuperei quase 100% de como eu estava antes. Eu fiquei com algumas sequelas, obviamente, porque o acidente é muito grave e exige muita fisioterapia, muita recuperação. Mas hoje em dia eu estou 100% independente. Eu consigo trabalhar, consigo dirigir carro manual, consigo cozinhar".


Bruno conta que percebeu diferenças significativas na evolução com o tratamento em relação a casos de pessoas tetraplégicas que não utilizaram a substância. Ele notou que conseguia recuperar os movimentos mais rápido que outros pacientes.


"Quando eu me comparei com outras pessoas que não tinham feito uso da polilaminina durante o meu tratamento, eu fiquei muito tempo internado na ACD, por exemplo. Eu via que a minha evolução era muito mais rápida do que a dos demais pacientes. Tinha paciente que estava há dois anos tentando recuperar um movimento simples que eu consegui recuperar em um mês, em menos de um mês. Então, é uma substância muito promissora e que eu estou muito feliz da Anvisa estar dando espaço super importante aqui para o Brasil e para a sociedade".


Embora tenha apresentado resultados promissores em casos como o de Bruno, o uso da substância ainda está em fase inicial. O ministro da saúde, Alexandre Padilha, disse que é necessário aguardar as fases 2 e 3, que vão avaliar se o tratamento é eficaz em um número maior de pacientes.


"Eu tenho muita esperança de que vai dar certo, esse estudo. Que mais pessoas terão a oportunidade que eu tive. Eu sei que, no momento, ainda está (disponível) só para lesões agudas. Porque a lesão aguda o paciente não tem para onde correr. Mas já foi testado também em lesões crônicas e as pessoas tiveram alguma evolução. E tenho certeza que o sonho de qualquer pessoa que passa por uma lesão dessa, que perde o movimento, que perde a esperança de voltar a conseguir fazer alguma coisa, é um sonho ter essa possibilidade de se recuperar".


Também em entrevista ao CBN Rio, Tatiana Coelho de Sampaio, chefe do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, disse acreditar que a expectativa para liberação do medicamento é de 3 anos caso os resultados sejam positivos.


No estudo clínico autorizado agora, podem participar pacientes entre 18 e 72 anos com lesões completas e agudas da medula espinhal torácica, entre as vértebras T2 e T10, ocorridas há menos de 72 horas e com indicação cirúrgica. Durante a cirurgia, a laminina — proteína extraída de placenta humana é preparada em laboratório, passa por um processo que origina a POLILAMININA e é aplicada uma única vez, de forma intramedular, diretamente no local da lesão. Com isso, a proteína age como um “andaime biológico”, favorecendo a reconexão entre neurônios.


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Polilaminina Dra. Tatiana Sampaio Alexandre Padilha

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